Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.

Arquivo para outubro, 2006

Cala-te, aquieta-te


 

 
  "E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade,

de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.

 Mas os  discípulos  vieram acordá-Lo, clamando:

Senhor,salva-nos, porque perecemos!".

( Evangelho de Mateus, 8.23 a 27)

            Devemos reconhecer que temos enfrentado em nosso viver diário inúmeras tribulações e desafios. Negar nossa realidade poderá favorecer a alienação e o afastamento daquilo que Deus quer nos ensinar através das tempestades. É só olhar para a Bíblia e descobrir a história de homens e mulheres que viveram em meio aos temporais e ventanias da vida. Pessoas que experimentaram mais do Altíssimo em tempos de tristezas, lutas e decepções. Talvez seja este o nosso grande desafio: cultivar a esperança, quando o coração parece desistir.

              Se os ventos continuam a soprar e a chuva a cair, somos convidados a perceber que os céus se aproximam de nós. Esta santa interação proporciona paz e equilíbrio (fruto do Espírito), gerando em nós a certeza que não naufragaremos, pois o Senhor permanece conosco (evangelho de Mateus 8.23-27). É desse modo que devemos encarar as adversidades que surgem ao longo da jornada. Não há outra escolha. É preciso atravessar mares e saber que o Todo Poderoso está ao lado daqueles que nEle confiam, caso contrário naufragaremos.

 

              Continue firme na Igreja do Senhor. Saiba que somos gente reunida para proclamar e viver as esperanças de Deus nesta geração. Em meio as tribulações aprenderemos, cada vez mais, a prática do encontro e da construção de uma comunidade de serviço, reafirmando nosso compromisso com o acolhimento das pessoas, o diálogo humilde e o exercício constante do amor em Cristo Jesus. Embarcação de muitos que buscam portos seguros.

             Que venham as tempestades! Que brotem as esperanças!

  Rev. Sérgio Andrade    Deão da Catedral Anglicana da S.S. Trindade – Recife 

 

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Cântico de triunfo dos derrotados


Cântico de vitória dos derrotados 

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            Os filhos de Israel se achavam em um apuro desesperador! À sua frente, o Mar Vermelho; as montanhas à esquerda e à direita; e o faraó e os seus carros de ferro se aproximando por trás.

 
            O povo de D´us aparentava estar cativo e impotente – como patinhos que passam no tiro ao alvo, só esperando serem eliminados. No entanto, acredite ou não, D´us propositadamente os havia guiado à esta situação tão Havia pânico no acampamento de Israel.

 
            Os homens abanavam a cabeça com medo, e as mulheres e as crianças choravam ao se acotovelar aos avós e parentes.

 
            De repente Moisés foi cercado pelos irados pais de família que gritavam: "É claro que tudo acabou para nós! Não havia sepulturas suficientes no Egito para nos enterrar?

 
            Você tinha de nos arrastar até aqui para morrermos? Lá no Egito lhe falamos para nos deixar em paz. Era melhor sermos escravos lá do que morrer neste deserto miserável

 
            É possível que Moisés teve um momento de abalo nestas circunstâncias.

 
            Contudo, quando se lamentou;o Senhor o repreendeu: "Por que clamas a mim?" (Êxodo 14:15). Ninguém em Israel imaginava que grande livramento D´us estava prestes a realizar para eles! De repente os ventos separaram o Mar Vermelho, e o povo caminhou por entre as ondas que foram detidas sobre um chão seco.

 
            Quando o faraó e o seu poderoso exército tentaram segui-lo, as águas voltaram a se enfurecer – e os cobriu afogando a todos

 
            Que visão terrível deve ter sido! O povo olhava do outro lado e via o seu poderoso inimigo sendo destruído como se fossem soldadinhos de lata. E então, não era pra menos, um cântico se elevou do acampamento ao compreenderem, mais uma vez, que D´us os havia livrado de circunstâncias impossíveis! As Escrituras registram a sua reação – e o cântico que entoaram: "E viu Israel o grande poder que o Senhor exercitara contra os egípcios; e o povo temeu ao Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, seu servo. Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O Senhor é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu D´us; portanto, eu o louvarei; Ele é o D´us de meu Pai; por isso, o exaltarei" (Êxodo 14:31; 15:1-2). Talvez você conheça este glorioso cântico de vitória tirado diretamente das Escrituras. Os cristãos elevam suas vozes para cantá-lo em muitas igrejas hoje em dia: "E viu Israel o grande poder que o Senhor exercitara contra os egípcios… ENTÃO, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico" (Êxodo 14:31; 15: 1).

 
            Via de regra, como Israel, somos capazes de entoar o cântico certo – mas do lado errado! Cânticos entoados do outro lado do Mar Vermelho carecem de fé genuína – exatamente porque são cantados somente do lado da vitória e não do lado da provação.
             Podemos imaginar a cena em Israel após a sua vitória. Como devem ter sentido-se seguros e poderosos. Porém aquela era uma vitória ôca, pois Israel havia sido reprovado no teste daquele dia! Só Moisés tinha o direito de cantar do lado ocidental. Antes da separação das águas o povo havia gemido, murmurado, reclamado e chorado – Moisés, não!
            Certamente, para muitos de nós, já é mais do que tempo de afinar os instrumentos e iniciar o Cântico da Vitória, mesmo que esta nos pareça distante dos nossos pequeninos olhos. Sempre é tempo de celebrar o inexorável fato de que o Senhor jamais perde o controle das nossas preciosas vidas.
             Louvado seja o Seu Santo Nome!

 

                                Pr. Ricardo César Vasconcelos

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