Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.


 

Faça Ambas as Coisas

Por Rick Boxx

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Uma cena marcante do espetacular filme, “Amazing Grace” (Maravilhosa Graça), revela um ponto importante que muitos, mesmo os que atuam no mundo profissional e empresarial, têm deixado de compreender com clareza. William Wilberforce, abolicionista do século XIX, aparece em conflito quanto ao que fazer com a recente descoberta de sua fé, imaginando como torná-la parte significativa de sua vida diária e suas responsabilidades.  

 

Ao enfrentar essa questão crucial entre fé e prática, Wilberforce recebeu um grupo de visitantes que soube do seu dilema. Eram abolicionistas ardorosamente contrários à escravidão e que conheciam a paixão e a habilidade política de Wilberforce em relação ao assunto.

 

“Entendemos que o senhor esteja tendo dificuldades de decidir se fará a obra de Deus ou trabalhará como ativista político” – disse-lhe um dos homens com total franqueza. Uma mulher que fazia parte do grupo tocou no ponto nevrálgico com precisão cirúrgica: “Sugerimos humildemente que o senhor faça ambas as coisas.”  Em conseqüência disso Wilberforce tornou-se instrumento importante para o fim da escravatura em seu país. 

 

Muitos seguidores de Jesus Cristo agem segundo a crença que, aos olhos de Deus, somente é valorizado aquele que exerce um trabalho (ministério) em tempo integral. Em essência, isso significa abandonar sua profissão ou seu negócio e seguir carreiras ligadas à igreja, agência missionária ou organizações paraeclesiásticas. Em muitos casos, esta é uma tragédia que resulta em terrível desperdício de dons, expertise e experiência.

 

Deus fez cada um de nós com talentos únicos e dá-nos oportunidades de desenvolver nossas habilidades. Ao cometer o erro de achar que somente clérigos receberam o "chamado de Deus" perdemos o melhor que Ele tem para nossa vida. Podemos, desse modo, abandonar um trabalho ou negócio onde Deus poderia nos usar de forma extraordinariamente frutífera para cumprir Seus propósitos ou, contaminados pelo sentimento que o que fazemos não é importante no grande projeto Dele, subutilizar os talentos que recebemos.

 

Em sua primeira carta à comunidade da cidade de Corinto Paulo escreveu:“Cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus” (I Coríntios 7.17).  Imagine um mundo em que todos que reivindicam fidelidade e devoção a Cristo servissem somente como clérigos!  Quem providenciaria alimento, abrigo, agasalho e outras necessidades essenciais para levar adiante o plano de Deus?  Quem abriria empresas ou conduziria governos?  Quem levaria as Boas Novas ao mercado de trabalho?

 

Deixar de contribuir e fazer parte integrante do chamado mundo secular — a Bíblia não faz esta distinção! — seria desastroso. Pior ainda, fazer isso não é o plano de Deus. Se você está pensando em deixar seu emprego para assumir um ministério em tempo integral, lembre-se que todos nós somos chamados para ministrar (servir) uns aos outros, não importa onde atuemos. 

 

Tenha presente o alerta dos amigos de Wilberforce: "Você pode fazer ambas as coisas!"

 

 

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