Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.


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Assuntos do Coração

Por Robert J. Tamasy

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A maioria das pessoas no meio empresarial e profissional se orgulha de sua racionalidade e pragmatismo, agindo sempre de modo direto e prático. “Não há espaço para sentimentos!” ― é o lema de muitos ao tomar decisões que afetam suas organizações. 

 

Porém, todos nós somos afetados, em maior ou menor grau, por nossas emoções. Podemos até passar a imagem de alguém prático e focado nos fatos ao agir, mas inevitavelmente nossos desejos mais íntimos exercem influência significativa nos pensamentos e condutas do cotidiano. Isto se manifesta na forma como reagimos a superiores, a fornecedores, a clientes e na interação com

colegas. Nossos afetos e interesses estão presentes nas decisões de uso do tempo ou do dinheiro. Determinam para onde viajaremos nas férias ou onde almoçar ou jantar.

 

Os "assuntos do coração" talvez exerçam mais impacto sobre como protegemos o que afirmamos ser mais importante para nós, como cônjuge, filhos, reputação e valores morais. Uma empresária que ama o marido usará de sabedoria para não passar tempo indevido em conversas privadas com colegas de trabalho, que ela acha particularmente atraentes e que a fazem se sentir especial. Um executivo que afirma que os filhos são sua prioridade deveria considerar o impacto que as constantes viagens e longas jornadas de trabalho, com vistas à tão sonhada promoção, tem sobre eles.

Precisamos considerar se vale a pena fechar um importante contrato, se o preço incluir transigir com a ética.

 

A Bíblia nos lembra:“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Provérbios 4.23). Um ditado contemporâneo afirma: “Se lhe dá prazer, faça!”

Um ponto de vista similar coloca a questão da seguinte maneira: “Como pode ser errado, se isso faz você se sentir tão bem?” Socar um cliente irracional que o levou ao ponto máximo da ira, pode até fazê-lo se sentir bem, mas isso jamais será a coisa certa. O coração, descrito como “trono das emoções”, pode nos enganar facilmente, sobretudo quando um objetivo ou alvo atraente estiver envolvido. Importa “guardar nosso coração”, estabelecendo diretrizes inabaláveis que governem nosso pensamento e comportamento, diante de oportunidades que nos seduzam a transigir.  

 

O coração influencia o que fazemos e por quê. É fácil racionalizar ações questionáveis. Mas mesmo coisas boas podem estar erradas, se feitas por motivos impróprios. “Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito” (Provérbios 16.2).

 

Nossas ações refletem a pureza do nosso coração. Todos nós podemos aparentar possuir um coração puro na ausência de desafios morais ou éticos. O teste se dá quando surgem situações questionáveis que exigem uma decisão clara. “O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o Senhor prova o coração” (Provérbios 17.3).

 

Quando nosso coração é correto, as pessoas notam. Transigir pode proporcionar recompensas de curto prazo, mas a recompensa duradoura de ser reconhecido como alguém íntegro, confiável e honesto é bem maior. “O que ama a pureza do coração e tem graça nos seus lábios terá por seu amigo o rei” (Provérbios 22.11).

 

 

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