Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.

D+kra


 

Livre-se de seu personagem

          

            ΞΞΞ":◦.»ώ«.◦:"ΞΞΞΞΞΞ ":◦.»ώ«.◦:"ΞΞΞ

Não é muito difícil ouvirmos que atores famosos estão envolvidos em algum tipo de escândalo. Até porque esse tipo de notícia vende com muita facilidade. A prova disso é o sucesso de revistas e programas de TV voltados à fofoca, travestidos de informação e entretenimento.

 

Esses escândalos que desnudam as celebridades expõem duas realidades:

– a primeira é a realidade da fragilidade do caráter;

– a segunda, e aqui está o ponto onde desejo chegar, é a realidade da existência dos seus personagens, absorvidos pela alma já violada por valores contestáveis.

Portanto, esses personagens deixam de ser interpretados para serem vividos.

 

Como exemplo, uma atriz que se acha feia e nada inteligente interpreta uma mulher sexy e experimentada em relacionamentos. E, nessa experiência, ela introjeta o irreal camuflado de real. “Vive” tal irrealidade e espera jamais acordar para não ter de encarar o seu próprio eu, trancado num quarto escuro da alma.

 

Essa fuga da realidade não é privilégio de atores “hollywoodianos”. Também podemos embarcar nessa viagem para o mundo irreal, onde podemos ser o que não somos e viver o “faz de contas” sem ter que ouvir dos outros que isso é brincadeira de criança.

 

O filme “A Arte do Amor” (em cartaz em TV por assinatura ou em locadoras) fala desse tipo de fuga. A jovem Abby, interpretada por Shiri Appleby, por causa da ausência de seus pais na sua infância, cria um amigo imaginário, que posteriormente chega a se tornar o seu “noivo”. Ela se escraviza a esse personagem criado. Em vez de encarar a sua realidade, ela foge para a gênese do seu personagem. No final do filme, ela se vê na necessidade de “romper” com esse relacionamento para viver um amor verdadeiro com Quinn, interpretado por Nick Zano.

 

Quanta gente não passa boa parte de sua vida fazendo a mesma coisa: criando seus personagens e escondendo-se atrás deles. Gente que não mostra a sua face, mas as suas máscaras.

 

Deus, ao olhar para nós, vê não os personagens que criamos para agradar a “platéia”, mas quem de fato somos. Aliás, Ele não aplaude as nossas interpretações, mas se alegra quando desencarnamos tais personagens e assumimos a nossa realidade, ainda que seja dura.

 

A proposta de Deus é que venhamos a nos desfazer desse “figurino” e viver a metamorfose espiritual obstinadamente.

 

O Senhor “aplaudiu” Davi quando ele confessou o seu pecado, a sua realidade.

 

O Senhor se alegrou com o publicano que “estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18:13).

 

Se queremos ser aplaudidos nos Céus, então devemos nos livrar dos nossos personagens. Pense nisso.


Pastor Evandro Rocha Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: