Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.


 

Mártir do Reino de Deus

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A Paixão e a morte de Jesus são a maior revelação da manifestação da misericórdia do Pai. 

 

Parece incompatível com a fé a idéia de um Deus insensível que sacrifica Seu Filho como o Cordeiro ofertado para aplacar Sua divindade ferida e irada.

 

Como admitir Deus como uma fera acuada pelo pecado da humanidade?

 

Por isso este relato é um convite ao leitor a aproximar-se do Senhor, a seguí-Lo, a levar com Ele a “cruz” de cada dia (9,23). 

 

Também nos convida a prestar atenção no sangue dos mártires que acompanharam o exemplo de Jesus na história humana.

 

O esvaziamento (kenosis), até a humanidade total, o sofrimento com causa, em solidariedade extrema, nos fazem reconhecer um Jesus que não foge à Sua condição humana.

 

Na palavra que dirige na cruz ao malfeitor arrependido: “hoje mesmo estarás Comigo no paraíso”, lembramos esse ‘hoje’ que nos transporta a Lucas 4,21, quando na sinagoga de Nazaré, Jesus declara que “hoje se cumpriu” a passagem de Isaías 61,1-2, que acabava de ler.

 

O tempo se cumpriu e Ele, que veio para anunciar a liberdade aos cativos e a vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e para proclamar o ano da Graça do Senhor, aí está. Cumpriu Sua missão, porque morreu pendurado da cruz, como Mártir do Reino de Deus, mas seguirá vivendo entre nós, ressurreto, e nós o reconheceremos.

 

O testemunho (martyria), mais chocante da causa do Reino de Deus, na missão de Deus cumprida sem o uso dos atributos divinos, é encontrado em Jesus. O mesmo que foi chamado pelos pais da Igreja Antiga (primeiros líderes), de “verdadeiro homem e verdadeiro Deus” (Credos e Confissões da Igreja Antiga).

 

O Reino e a salvação não se conquistam sem a cruz.  

 

É o que nos diz a Páscoa, ou o que deveria dizer! A páscoa dos cristãos é a Páscoa da Ressurreição.

 

A morte, assim, é a ressurreição conquistada, a Vida brota das sepulturas.

 

“Eu sou a Ressurreição e a Vida…”. A Paixão, finalmente, nos convida a refletir sobre a causa do Homem de Nazaré, Mártir do Reino, morto, ressuscitado e glorificado pelo Pai.

 

Tomé duvidou da ressurreição, (João 20,24), Jesus lhe disse, quando o mesmo conferiu Suas feridas: “Porque viste, creste. Felizes os que não viram e creram!”.

 

        Que isso nos faça Felizes!

        Em Seu santo nome.

 

 Rev. Derval Dasílio

 Teólogo, Professor

 Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – IPU 

 

 

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