Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.


 

A Quinta Taça de Vinho

 

…desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu  fruto  é doce  ao meu paladar.   Levou-me à  casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.

                                                                      (Ct 2:3b-4)

 

A passagem do anjo da morte, que naquela noite matou todos primogênitos do Egito, e através do sangue na verga da porta, protegeu os primogênitos dos hebreus é o símbolo de que sangue é proteção bem como purificação, o sangue de Jesus vertido por nós na cruz do calvário é simbolizado no cálice da Ceia do Senhor, e nos faz lembrar sua proteção contra o mal, e a certeza que mesmo em meio das dificuldades da vida nós podemos clamar pelo sangue de Jesus.

 

A páscoa judaica era especialmente preparada. “… ali fazei os preparativos” (Mc 14:15), conforme todos estes itens:

 

1.     O cordeiro pascal – lembrando a proteção contra o anjo da morte.

 

2.     Os pães asmos sem levedura –  a  urgência  da  saída  do

     Egito.

 

3.     Água salgada – as lágrimas do Egito e as águas do Mar Vermelho.

 

4.     Ervas amargas – lembrando a amargura da escravidão.

 

5.     Quatro copos de vinho – quatro promessas em Êx 6:6-7.

a.     Eu vos tirei da terra do Egito;

b.     Vos livrarei da servidão;

c.    Vos resgatarei com braços estendidos e grandes manifestações de julgamento;

d.     Tomar-vos-eis por meu povo, serei vosso Deus.

 

Jesus Cristo é o nosso Cordeiro pascal (1 Co 5:7), João Batista ao anunciá-lo disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! (Jo 1:29).

 

Na Páscoa Cristã, São Tomás de Aquino, o grande filósofo do século 13, explicava o sentido do vinho: ela só pode celebrar-se "com vinho da videira, pois essa é a vontade de Cristo Jesus, que escolheu o vinho quando ordenou tal sacramento […] e também porque o vinho da uva constitui de certo modo uma imagem do efeito da participação na Ceia. Refiro-me à alegria espiritual do homem, pois está escrito que o vinho alegra o coração do homem".

 

A Páscoa Judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, com uma ceia ritual, estritamente familiar, onde quatro taças de vinhos são tomadas obrigatoriamente.

 

Uma quinta taça é deixada sobre a mesa para ser bebida pelo profeta Elias (Elijah). Dizem que ele vai de porta em porta anunciando a vinda do messias judaico.

 

Ao celebrarmos a Ceia anunciamos a morte do Cordeiro Jesus, o Cristo, até que venha, nós somos a voz do deserto, como João Batista, que veio no espírito de Elias, só que hoje anunciamos a segunda vinda, não mais o amigo do Noivo, mas a esposa sua ajudadora, sua outra metade, um só Corpo e um só Espírito com Ele. Não só a que bebe a quinta taça, mas junto com Ele a possuidora da Vinha.

 

A Ceia é comunhão

Porventura o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque participamos do único pão. (I Co 10:16-17)

 

Ao participarmos da Ceia do Senhor mantemos a comunhão com o Corpo e o sangue de Jesus e com os irmãos. Comunhão é a participação em comum com o mesmo objetivo “comum – união”. Aquele que nos une é infinitamente maior do que as nossas diferenças, sociais ou preferências, por isso podemos ter uma perfeita comunhão uns com os outros e também com o Pai.

 

O Senhor Jesus orou para que nós vivêssemos em comunhão e unidade: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (Jo 17:20-21)

 

Relacionamentos evidenciam a vida do cristão, se somos os que continuam a obra de Jesus, precisamos conviver em sociedade e no mundo.

 

A frase “comendo e bebendo” é usada como idiomatismo para descrever a diferença entre o estilo de vida social de Jesus e o de João Batista. João veio “não comendo pão, nem bebendo vinho” (Lc 7:33), para dizer, que ele viveu um estilo de vida de completo isolamento, e que Cristo veio “comendo e bebendo”, para dizer, que Ele viveu um estilo de vida social de livre associação.

 

Jesus respondeu a este ataque sem base de Seus críticos: “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (Lc 7:35). A evidência textual divide-se entre “filhos” e “obras”, o significado dessa obscura declaração permanece a mesma, a saber, que a sabedoria é para ser julgada pelos seus resultados. A sabedoria de Deus é vindicada pelas boas obras que elas geram.

 

Ao tomarmos o vinho da Ceia, somos comissionados a irmos por todo o mundo levando as Novas de que existe um novo Reino no Mundo conquistado por Jesus, e que é o sangue de Cristo que nos dá a posse da conquista do que havia sido perdido, o direito de sermos feitos filhos de Deus, e da vida eterna na luz e a vida eterna é: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (Jo 17:3)

 

A alegria e esperança, certeza de que não veremos a morte se o sangue do Cordeiro está correndo em nós, somos a cura e como herdeiros de seu serviço, façamos as obras maiores que Ele disse que faríamos.

 

Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.(Rm 8:19)

 

Antes que as Sete taças da Revelação sejam quebradas sejamos a quinta taça cheia do Fruto do Espírito, que outorga dons e eleva os corações ao Único que pode nos dar a reconciliação com o Pai a fim de O anunciarmos e testemunharmos que é possível andar com Deus e sermos perfeitos.

 

Jesus Cristo, se assenta e reina nas regiões celestiais com sua Noiva, nós, a Igreja, a que mantem acesa a Chama do Amor. Assim Seja.

 

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