Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.

Arquivo para maio, 2008

Minha mamãe


 

 

 

Hoje é o último dia do mês das mães de 2008, abro  parêntesis e esclareço o motivo da ausência de um post a respeito neste espaço. Não sou mãe, e trazer a memória detalhes de minha mamãe é muito dolorido pra mim. A mais querida dela, sem desmerecer minhas irmãs, elas sabem disso.

 

Uma mãe dotada de muitos talentos primeira aluna da turma aos dezesseis anos órfã de pai, homem austero de tradição nobre portuguesa, gerente-inspetor do Banespa, exigia dela nota 10 em tudo, e assim era. Uma sucessão de vitórias em que elevou sua carreira profissional a sacerdócio, a tão desvalorizada carreira de professor.

 

Laureada por todos ganhava muitos presentes, festas de aniversário durante toda a semana, todas as salas queriam surpreendê-la e homenagear, sempre muito bem vestida, cheia de jóias e bijuterias, em que ninguém sabia o que era um e outro, valorizava tudo que tocava, costume de sua geração. Diretora de escola aprovada em concurso, logo se aposentou, por ter ingressado cedo no magistério fruto de uma cadeira prêmio que ganhou do governo por ser a primeira aluna da escola.

 

Como mãe criou: eu e minhas irmãs como uma leoa e nós  superprotegidas, filhinhas de mamãe, porque não queria que passássemos as privações que experimentou.

 

Papai dizia que éramos estragadas, e enjoadas, tal o zelo, e cuidados, e mimos, enfim, ele estava certo.

 

Apanhei muito quando criança da tia, do pai, mas para mamãe nós estávamos sempre certas e perfeitas.

 

Aos trinta e três anos me converti eu, mãe e irmãs, em pouco tempo estava no louvor da Igreja, à  frente da batalha. E foi aí que entendi o que é surra. O que é renúncia, o que é ser plenamente substituível, não ser mimada, espiritualmente falando.

 

Meu ministério é um lugar onde pessoas se despem das máscaras, e precisamos estar atentos e vigiando o tempo todo. Ainda sou uma criança de poucos anos na Igreja e como diz a Palavra: aquele que está de pé veja que não caia.

 

Hoje sou como minha mãe, uma leoa, gerando vidas no mundo espiritual,  e o Zelo da Casa do Senhor me Consome.

 

Tenho pavor das ciladas do maligno e sempre rememoro o trajeto da Arca pelos levitas quando Davi trouxe de volta para Jerusalém, como uma metáfora: davam seis passos paravam ofereciam holocausto e assim era sucessivamente.

 

Uma sucessão de renúncias, assim conduzo a Arca do Senhor, meu Corpo, com Temor e Tremor, para que havendo pregado a muitos não venha eu mesma a ficar de fora, parafraseando Paulo.

 

Por vezes, uma certa imaturidade espiritual me toma, por ser sensível me apegar e querer agradar a todos. Dizer não para as pessoas é terrível,  e assim  antes de me aquietar, ajo.

 

Rever essas atitudes precipitadas que a emoção me conduz, tem me afastado de quem amo com tal carinho materno.

 

Me conformar com este mundo, é escancarar a alma e não quero; transformar minha mente e oferecer ao SENHOR meu culto racional, implica em renúncia e dor, só para mim, a questão  é quando envolvo pessoas.

 

Odiar é tão mais claro do que o escuro da lucidez de amar. 

 

Não quero mais vacilar, ajuda-me SENHOR em Nome de Jesus. Amém.

 

             ¬¬Perdão…

 

 

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Estou aqui Senhor


 

                                      ":◦.»ώ«.◦:"

 

Senhor, Jesus!

 

Toma o Teu lugar.

 

Cumpra-se em mim o ser irrepreensível, amistoso, benigno, pronto para ouvir, tardio pra falar e irar, pronto a obedecer e servir.

 

Dá-me a esperança de vencer todas as minhas ilusões.

 

Ajuda-me a destruir meus muros.

 

Semeia no meu  coração o cuidado com as pessoas, a alegria de ajudar sem nada querer em troca, e ajuda-me a proporcionar a liberdade para que sejam realmente o que são, e não precisem de máscaras para obterem meu afeto.

 

Transforme meus rivais em companheiros, meus companheiros em amigos e meus amigos em ENTES QUERIDOS.

 

Não permita que eu seja um cordeiro perante os fortes, nem um leão perante os fracos.

 

Dá-me, Senhor, o sabor de perdoar.

 

Afasta de mim, o desejo de vingança.

 

 

Em teu Nome

 

Assim Seja.

 

Te dei meus olhos pra tomares conta…


 

 

E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.

Jo 17:19

     

 

Os olhos são as janelas da alma, diz o ditado popular, nele podemos ver amor e ódio, fé e perdão, alegria e tristeza, coragem e doença frente a derrota, enfim.

 

Moro num local em que a prática de esportes é uma busca diária pela população, quem não caminha, corre, surfa, nada, pedala, na verdade, estou em um SPA ao ar livre.

 

Um paraíso, onde existem pouquíssimos moradores de rua, alguns se eternizaram em locais públicos como um que mora no calçadão frente para o mar por onde caminhamos, a população preocupada já fez de tudo para ele se readaptar, mas resiste,  não mexe com ninguém, tem seu esquema de vida.

 

Neste mesmo trajeto existe uma moça que, infelizmente, está possessa e perambula o tempo todo e muitas vezes fica feroz, sai gritando e brigando com todos.

 

E é nestas horas que me sinto pequena e impotente, porque me lembro de uma passagem em que Jesus ao ser confrontado por dois endemoniados ferozes só diz uma palavra: “ide”, fico imaginando o Amor que sai de seu olhar e que repousa naqueles corações.

 

E, tendo chegado ao outro lado, à província dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram que ninguém podia passar por aquele caminho.

 

E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?

 

E andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos.

 

E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos.

 

E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas. (Mt 8:28-32)

 

Não se vê aqui nenhuma manifestação de poder e glorificação humanos. Em favor deles o Senhor se santificava.

 

Quero repousar meus olhos naquela moça, e iluminar suas trevas! Preciso do Poder do Amor Real, vindo do Coração do SENHOR.

 

Não me santifico o suficiente, orando e jejuando por ela. Creio que os espinhos do comodismo estão me sufocando, egoísta, não mereço ser chamada pelo Teu Santo Nome. Preciso de Ti Senhor, de mais liberdade no Espírito, de mais renúncia.

 

Felicidade é dar a vida pelos amigos, não o faço.

 

Peco. Quero dar meus olhos para que o SENHOR transforme em instrumento, repousar meus olhos nela e amá-la a ponto dela ser liberta, o que me é oculto, o que me afasta de Ti?!

 

Perdão, SENHOR, preciso do Teu remédio.  Amigo. Cura-me.

 

Esta é minha oração.

 

Em Teu Nome Senhor Jesus.

 

Amém.

 

 

Que o nosso coração seja somente dEle


 

Inteireza de coração

 

As palavras de Jesus no evangelho de São Mateus são claras: não podemos servir a dois senhores. Temos que fazer escolhas, pois há uma profunda incompatibilidade em servir ao Senhor e as riquezas. Tais projetos são antagônicos e excludentes.

 

As palavras e o ministério de Jesus indicam o permanente convite à reflexão e mudança da prática. Somos instados a rever nossas escalas de valores, prioridades e intencionalidades.

 

A verdade é que gastamos boa parte dos nossos esforços, recursos e tempos procurando acumular. Talvez, por isso, nosso coração esteja tão preocupado. Afinal, nos perguntamos diariamente: como conseguir? O que fazer? Quanto falta?

 

Longe de nos conduzir por caminhos perigosos, tomados pela irresponsabilidade ou leviandade, o Senhor parece pretender chamar a atenção de seus discípulos sobre os principais significados da vida e suas implicações para o nosso interior.

 

Sabedores que a fidelidade de Deus e a provisão constante são compromissos eternos, somos levados à paz de espírito e à disposição daqueles que precisam de nós.

 

Se Deus cuida tão bem da natureza, por que Ele deixaria de estar tão perto de seus filhos. 

 

         

Rev. Sérgio Andrade

 

Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade-Recife

Queda Proibido


É PROIBIDO

Pablo Neruda

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Gente Grande


 

DELES É O REINO DOS CÉUS

                                                                               foto: ffffound!
… pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.

Mt 19:14-b

 

 

Quando era criança não via a hora de crescer, e todos diziam que eu iria querer voltar a ser criança depois de crescida.

 

Não é bem assim. Gostei de todas as minhas idades, parafraseando Neruda: confesso que vivi.

 

Mas, daquele coração de criança, inocente e puro que só vê o bem, se entrega e confia nas pessoas, briga, logo fica de bem, cai e não machuca, ri de tudo, sinto falta.

 

Corre um pps (arquivo em Power Point), questionando os nascidos antes dos anos 80 como conseguiram sobreviver a tanta inconseqüência?

 

Creio que é isso que Jesus quis dizer: a inconseqüência da inocência.

 

E na viração do dia Deus foi ao jardim procurar o casal que escondido não quis se mostrar por estar nu. Quem te falou que estavas nu? Perguntou.

 

A perda da inocência faz com que nossos olhos não vejam que somos cegos para o bem.

 

Quando nasce uma criança ela não sabe quem são seus pais, quem a amamenta, ou quem dá banho, se ela irá estudar, se será rica ou pobre, na mente de uma criança não há esse tipo de inquietação com um dia, um amanhã; ela simplesmente vive para ser cuidada e ensinada.

 

Mesmo o mais vil dos homens se compadece e ama seus filhos, é óbvio que existe o mal, mas enquanto criança não se conhece esse sentimento. E a perda da infância hoje vem ocorrendo cada dia mais cedo.

 

Isaque, o filho de Abraão só se casou após os quarenta anos, acho linda essa história e o mais legal, seu pai manda procurar uma jovem para que ele se case.

 

Como pode um homem de quarenta anos não ter tido nenhuma experiência a ponto de seu pai ter que mandar buscar uma mulher para ele?

 

Hoje as meninas já sabem o que é namoro com sei lá, 4 anos? Creio que até menos.

 

Tá rolando uma propaganda do chocolate batom  num acampamento de meninos com idade por volta dos 7 anos; a cena mostra dois garotos disputando uma menina que se encanta com aquele que lhe oferece um batom. A revanche do outro menininho “rival” ao ver o casal sentado namorando é sair de uma cabana com “n” menininhas porque agora o mesmo chocolate é oferecido em vários tabletinhos numa só embalagem.

 

Na natureza existe a lei do mais forte, Darwin não está de todo errado, exceto quanto da origem da criação.

 

Porém o ensinamento aqui é: que a mulher é interesseira e volúvel e o menino a comprar não uma, mas várias, como se a mercadoria estivesse muito barata.

 

Mais uma vez a mulher sendo subjugada. A família degradada e a criança violentada.

 

Matar criança não é só no corpo, mas na mente também.

 

Imagine um homem com quarenta anos como Isaque, neste mundo de hoje!

 

Não sou e não quero ser sofisticada, a ponto de desacreditar no perdão, na doçura das pessoas, que eu erro e posso pedir desculpas e se não for perdoada, continuar amando assim mesmo.

 

Não sou e não quero ser interesseira, a ponto de ser comprada por mimos, só desejar o bem aos outros esperando algo em troca.

 

Tenho exercitado, confesso, o mal ainda tem me vencido, mas em Cristo eu vou prevalecer, voltar a inocência esse é meu alvo.

 

Meu Deus! É impossível ser feliz sozinho, mas é isso o que vai acontecer daqui algum tempo, ninguém confiando mais em ninguém.

 

Minha oração é: SENHOR dá juízo aos publicitários, não peço censura, mas orientação pedagógica obrigatória nos veículos de comunicação.

 

Em Nome de Jesus.

Amém.

 

 

 

Eu me Amo?!


 

EU ME AMO?!

Por que é tão difícil amar a si mesmo?

 

 

Aprendemos a nos relacionar socialmente a partir de uma série de regras e convenções que, na maioria das vezes, represa a natural expressão de nossos afetos. 

 

Mas aprendi com o passar dos anos que é impossível amar alguém ou mesmo amar a vida, sem antes nos amarmos. Mas o que significa "amar a si mesmo"? Se você puder, pare para se observar durante um dia, apenas um dia, e perceba quantas vezes você se condena.  

 

Acredito que durante aproximadamente dois mil anos, durante toda era cristã, temos construído uma forma destrutiva de se relacionar, começando pela relação que temos com nossos sentimentos, corpo e pensamentos. Criamos alguns vícios que hoje se tornaram prejudiciais para o nosso crescimento.

 

Hoje, neste momento planetário em que vivemos, ele não deve fazer mais sentido. Perceba quantas vezes você se condena durante um só dia. Você não acha que já foi condenada demais para continuar nessa toada? 

 

Durante toda uma era de existência, temos aprendido a colocar o poder que nos pertence nas mãos dos outros: de nossos pais, do estado, da igreja, de nossos patrões, nossos amigos e muitas vezes até de pessoas que mal conhecemos.

 

Mas o que significa dar poder ao outro? Muitas vezes acreditamos no que as pessoas dizem sobre nós, sem ao menos questionarmos suas idéias ou opiniões, sem dar a devida importância para o que verdadeiramente pensamos ou sentimos. 

 

Temos todos vivido sob a espada da autocondenação. Mas se você passa seu dia condenando-se, como pode amar-se? Como poderá amar a vida se condena sua própria vida? E pior do que tudo, como poderá amar alguém, se não ama a si mesmo? 

 

Nunca poderemos nos tornar parte do todo sem ao menos ter respeito pelo Deus que vive dentro de nós. Como poderemos nos amar verdadeiramente se nem ao menos temos consciência de que somos um veículo de Deus? Você já parou para pensar nisso?

 

Muitas linhas esotéricas costumam falar sobre o Deus dentro de nós, o sagrado que existe em nossos corações, mas na verdade para muitas pessoas tudo isso não passa de palavras.

 

A maioria não consegue nem ao menos contatar essa energia de amor que deveria fluir naturalmente no coração de todos nós. 

 

Mas como isso é possível se passo meu dia me destruindo, me condenando?

 

Como posso me amar se ainda hoje me considero um pecador? 

 

Pare e reflita: o que significa amar a mim mesmo? Como seria isso em minha vida? O que posso fazer para mudar totalmente minha concepção a respeito de mim mesmo? Não tenha medo de amar a si mesmo. Ame-se totalmente. Liberte-se da auto-condenação e da falta de respeito que sente por você.

 

Pare de se punir por coisas que os outros disseram sobre você. Reaproprie-se de seu poder. Trabalhe e construa-se apenas em cima da ética, do respeito, do amor, primeiro a si mesmo, depois aos outros e à vida. 

 

Quando aprendermos verdadeiramente o amor a nós mesmos, poderemos amar tudo e todos e isso pode transformar toda vida neste planeta.

 

No entanto, enquanto você não trouxer todo lixo ancestral à consciência, não poderá limpar-se da auto-condenação imposta pela perda de seu poder. Mas para isso é preciso enfrentar-se, ou seja, olhar-se de frente. Sem esse enfrentamento não poderemos nos amar. 

 

Tudo isso Jesus Cristo nos disse há milhares de anos atrás e somente quando pudermos entender suas palavras, poderemos nos olhar de frente e definitivamente "amar os outros como a nós mesmos".

 

Assim Seja.

 

Texto: Verinha por – Lito Touron (e-mail)

 

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