Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.

Minha mamãe


 

 

 

Hoje é o último dia do mês das mães de 2008, abro  parêntesis e esclareço o motivo da ausência de um post a respeito neste espaço. Não sou mãe, e trazer a memória detalhes de minha mamãe é muito dolorido pra mim. A mais querida dela, sem desmerecer minhas irmãs, elas sabem disso.

 

Uma mãe dotada de muitos talentos primeira aluna da turma aos dezesseis anos órfã de pai, homem austero de tradição nobre portuguesa, gerente-inspetor do Banespa, exigia dela nota 10 em tudo, e assim era. Uma sucessão de vitórias em que elevou sua carreira profissional a sacerdócio, a tão desvalorizada carreira de professor.

 

Laureada por todos ganhava muitos presentes, festas de aniversário durante toda a semana, todas as salas queriam surpreendê-la e homenagear, sempre muito bem vestida, cheia de jóias e bijuterias, em que ninguém sabia o que era um e outro, valorizava tudo que tocava, costume de sua geração. Diretora de escola aprovada em concurso, logo se aposentou, por ter ingressado cedo no magistério fruto de uma cadeira prêmio que ganhou do governo por ser a primeira aluna da escola.

 

Como mãe criou: eu e minhas irmãs como uma leoa e nós  superprotegidas, filhinhas de mamãe, porque não queria que passássemos as privações que experimentou.

 

Papai dizia que éramos estragadas, e enjoadas, tal o zelo, e cuidados, e mimos, enfim, ele estava certo.

 

Apanhei muito quando criança da tia, do pai, mas para mamãe nós estávamos sempre certas e perfeitas.

 

Aos trinta e três anos me converti eu, mãe e irmãs, em pouco tempo estava no louvor da Igreja, à  frente da batalha. E foi aí que entendi o que é surra. O que é renúncia, o que é ser plenamente substituível, não ser mimada, espiritualmente falando.

 

Meu ministério é um lugar onde pessoas se despem das máscaras, e precisamos estar atentos e vigiando o tempo todo. Ainda sou uma criança de poucos anos na Igreja e como diz a Palavra: aquele que está de pé veja que não caia.

 

Hoje sou como minha mãe, uma leoa, gerando vidas no mundo espiritual,  e o Zelo da Casa do Senhor me Consome.

 

Tenho pavor das ciladas do maligno e sempre rememoro o trajeto da Arca pelos levitas quando Davi trouxe de volta para Jerusalém, como uma metáfora: davam seis passos paravam ofereciam holocausto e assim era sucessivamente.

 

Uma sucessão de renúncias, assim conduzo a Arca do Senhor, meu Corpo, com Temor e Tremor, para que havendo pregado a muitos não venha eu mesma a ficar de fora, parafraseando Paulo.

 

Por vezes, uma certa imaturidade espiritual me toma, por ser sensível me apegar e querer agradar a todos. Dizer não para as pessoas é terrível,  e assim  antes de me aquietar, ajo.

 

Rever essas atitudes precipitadas que a emoção me conduz, tem me afastado de quem amo com tal carinho materno.

 

Me conformar com este mundo, é escancarar a alma e não quero; transformar minha mente e oferecer ao SENHOR meu culto racional, implica em renúncia e dor, só para mim, a questão  é quando envolvo pessoas.

 

Odiar é tão mais claro do que o escuro da lucidez de amar. 

 

Não quero mais vacilar, ajuda-me SENHOR em Nome de Jesus. Amém.

 

             ¬¬Perdão…

 

 

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