Ele quebrou a regra para cumprir a Lei.

Posts marcados ‘Computadores e a Internet’

Óptica




 

Óptica

Sob a luz dos holofotes
Eu sou o foco
E tem objetos em cima de mim
Que emitem luz

A platéia é virtual
Uma imagem da minha cabeça
Que funciona
Como um computador de mesa

A luz é brilhante
Porém escura
Danço saltitante
Um espetáculo para a lua

Que está lá no alto
E daqui não vejo
O céu nos reflete
Para mim ele é um espelho.


Guilherme Brescia

Só Matemática



Copie, cole e cometa um crime


 

Ajude a barrar o projeto de Eduardo Azeredo

 

A abominável monstruosidade do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para regular a Internet foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

Numa semana de péssimas notícias para a Internet, começou a mobilização para tentar barrar a aprovação em plenário desse projeto substitutivo, que cria a figura do provedor delator, criminaliza o compartilhamento de arquivos e, absurdo dos absurdos, transforma em criminoso todo aquele que obtiver “dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular”.

 

Em outras palavras, o Senador Eduardo Azeredo quer criminalizar basicamente tudo o que fazemos na internet: citar, copiar, colar, compartilhar.

 

Não tenho nada a acrescentar ao que vários colegas blogueiros já disseram sobre o assunto. Limito-me, então, a convidar os leitores a que assinem a excelente petição escrita por Sergio Amadeu e André Lemos.

 

O selinho que segue foi retirado do blog do Sergio Amadeu (veja que fantástico: se aprovado o projeto de Azeredo, eu estaria cometendo um crime ao circular este selinho):

contra.png

Peixe robô, que lindo! Eureka!


 

 

  
 

 

 

 

 

XXI – Se Eu Pudesse

Alberto Caeiro (Pessoa)

 

 

     Se eu pudesse trincar a terra toda 
     E sentir-lhe uma paladar,
     Seria mais feliz um momento … 
     Mas eu nem sempre quero ser feliz. 
     É preciso ser de vez em quando infeliz 
     Para se poder ser natural…

    

     Nem tudo é dias de sol,
     E a chuva, quando falta muito, pede-se.
     Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
     Naturalmente, como quem não estranha
     Que haja montanhas e planícies
     E que haja rochedos e erva …

     O que é preciso é ser-se natural e calmo
     Na felicidade ou na infelicidade, 
    

     Sentir como quem olha,
     Pensar como quem anda,
     E quando se vai morrer,

     lembrar-se de que o dia morre,
     E que o poente é belo e é bela a noite que fica…
     Assim é e assim seja … 

 

 

Vício


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